
A derrota da Seleção Brasileira para a França, por 2 a 1, em amistoso nos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre Neymar. Enquanto as arquibancadas do Gillette Stadium ecoavam pedidos pelo retorno do atacante, a análise crítica de figuras emblemáticas do jornalismo esportivo desenham um cenário de ceticismo quanto à viabilidade do camisa 10 do Santos no patamar do esporte de elite.
Durante o programa “Posse de Bola” desta sexta-feira (27/3), os jornalistas Mauro Cezar Pereira e Juca Kfouri reagiram com desdém à possibilidade de Neymar ser a solução para os problemas da Seleção Brasileira.
O debate ganhou contornos mais rígidos quando uma enquete sobre as sensações pós-derrota sugeriu a ausência de Neymar como fator determinante. Mauro Cezar Pereira não hesitou em classificar a opção como um recurso desprovido de critério técnico. Para o jornalista, a sugestão compromete o rigor da análise esportiva ao ignorar a disparidade física entre o craque e o estágio atual das potências europeias.
O comentarista enfatizou que, diante de nomes que operam em rotação máxima no cenário internacional, como Mbappé e Dembelé, a presença de Neymar seria inócua.
“Alguém acha que o Neymar num jogo com Ekitiké, Dembelé, Mbappé e outros jogando com aquela intensidade, você acha que o Neymar vai pegar na bola, gente? Não dá! Como diria José Trajano, parei! Não vou falar sobre esse assunto. Estamos falando dos atacante do mais alto nível do futebol internacional e de um cara [Neymar] que não joga no Campeonato Paulista, gente.”
Mauro Cezar Pereira, comentarista esportivo
A análise encontrou respaldo ainda mais radical em Juca Kfouri. Para o colunista, a insistência no nome de Neymar ultrapassa o debate técnico e atinge a própria relação de identificação com a Seleção Brasileira. Juca sugeriu que uma eventual convocação baseada no histórico, e não no presente, representaria um ponto de ruptura definitivo.
“Eu vou dizer o seguinte… Para mim será o suficiente: convoca o Neymar e eu já fico na dúvida se vou torcer pela Espanha, pela Argentina”, sentenciou Kfouri.
Neymar em números
A temporada de Neymar justifica a cautela da comissão técnica. Com apenas cinco participações oficiais no ano, o jogador ainda busca regularidade. Embora mantenha o faro de gol – somando três tentos e duas assistências – sua presença em campo tem sido esporádica devido a limitações fisiológicas.
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