
Thiago Maia, diretor financeiro e administrativo do Atlético, identificou um vácuo comercial no setor de entretenimento em Belo Horizonte, pois a capital mineira ainda carece de uma agenda de espetáculos proporcional à infraestrutura da Arena MRV – inaugurada em abril de 2023.
Em entrevista ao canal Sports Market Makers, o dirigente avaliou que o volume de grandes produções permanece abaixo do potencial técnico da casa alvinegra.
Entretanto, o dirigente do Galo aposta em uma “virada de chave” nesse cenário. A estrutura de ponta da Arena MRV, que já comportou, por exemplo, a logística complexa do cantor e compositor britânico Paul McCartney, em dezembro de 2023, opera como trunfo para capturar turnês internacionais que ainda ignoram Minas Gerais.
“Essa, para mim, é uma vantagem que nós temos em relação aos demais clubes. A arena é toda nossa, toda do Galo. Então, o Galo pode fazer o que quiser dela. Não divide receita com ninguém. A prioridade é sempre o futebol, que isso fique bem claro. Mas tem muito espaço para eventos. Nós já estamos fazendo grandes shows. Mas ainda muito aquém da capacidade do estádio. Belo Horizonte é uma cidade muito carente de eventos. Acaba que os grandes shows vêm pouco para cá. Tem bons shows no Mineirão, tem espaço para a arena. Então, acredito muito nessa virada de chave”.
Thiago Maia, diretor financeiro e administrativo do Atlético
Vantagens do estádio próprio
Ao analisar as vantagens da Arena MRV para o Atlético, o dirigente ainda ressaltou que a partilha de renda com federações em estádios alugados – como o Mineirão – prejudica a vida orçamentária dos clubes.
Como exemplo, ele lembrou da final em jogo único do Campeonato Mineiro deste ano disputada entre Atlético e Cruzeiro, em março, no Gigante da Pampulha.
“E o aumento gradual das receitas, as margens da arena são muito boas, os custos são muito enxutos, não preciso pagar aluguel para o estádio. Até aconteceu um fato bizarro aqui na final do Mineiro, que era uma final única, e o mando era da federação [FMF]. Quem ganhou mais dinheiro foi a federação. Mais que Atlético e Cruzeiro”, lamentou.
Ainda segundo o dirigente, clubes brasileiros sem estádio próprio enfrentarão um isolamento financeiro severo nos próximos dez anos.
“Então, assim, tem que ter estádio próprio, não tenho dúvidas. Falo de três, cinco, dez anos, mas todo clube que não tem estádio próprio vai ficar para trás.”
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