A luta por igualdade de gênero em um esporte como o futebol, majoritariamente dominado por homens desde a criação, parece ainda mais difícil quando o evento em questão é a Copa do Mundo, o maior espetáculo da modalidade já criado. Apesar disso, passos importantes estão sendo dados, ainda que de forma gradual, e esta quinta-feira (18/6) ficará marcada como mais uma conquista dessa longa caminhada. A árbitra norte-americana Tori Penso, de 39 anos, será a primeira mulher a comandar uma partida no Mundial de 2026 – ela é apenas a segunda na história a apitar um duelo em Copas masculinas.
Tori Penso é uma das principais árbitras do mundo e acumula 13 anos de carreira no futebol profissional. A norte-americana carrega feitos importantes no currículo: se tornou a primeira mulher em duas décadas a apitar na Major League Soccer (MLS) e a portar o distintivo internacional da FIFA – desde 2021.
Em 2025, no Mundial de Clubes, foi a única mulher entre os profissionais selecionados pela Fifa a integrar o quadro de arbitragem da competição.
Além disso, ela foi a responsável por apitar a grande final entre Espanha e Inglaterra, na Copa do Mundo Feminina de 2023 – a primeira árbitra dos Estados Unidos a comandar uma final de Mundial.
Tori Penso será a árbitra principal do duelo entre República Tcheca e África do Sul, pela segunda rodada do Grupo A. O jogo será realizado no Estádio de Atlanta, na Georgia, nos Estados Unidos, às 13h (de Brasília). Ela será acompanhada por outras duas mulheres, Brooke Mayo, como árbitra assistente 1, e Kathryn Nesbitt, como árbitra assistente 2 – também norte-americanas.
A partida desta quinta-feira repetirá o trio de arbitragem que já havia atuado na final da Copa do Mundo feminina na Austrália e Nova Zelândia.
A equipe de arbitragem será completada pelo neozelandês Campbell-Kirk Kawana-Waugh como quarto árbitro e seu compatriota Isaac Trevis como o quinto.
Árbitras na Copa do Mundo de 2026
A árbitra norte-americana Tori Penso representa uma pequena parcela dentre os 170 profissionais selecionados para apitar os jogos da Copa do Mundo de 2026. Apenas 3,5% desse total é ocupado por mulheres. Das seis arbitras convocadas, duas são principais, três auxiliares e uma de vídeo.
Tori Penso se tornará oficialmente a segunda mulher na história da competição masculina a atuar como árbitra. A pioneira desse feito foi a francesa Stéphanie Frappart, que foi responsável por apitar a partida entre Alemanha e Costa Rica (4 a 2) pela fase de grupos do Mundial de 2022, realizado no Catar. Na ocasião, ela foi acompanhada pelas árbitras assistentes Neuza Back (brasileira) e pela Karen Díaz Medina (mexicana).
Além disso, ela se tornará a primeira mulher da confederação Concacaf a assumir o papel de árbitra principal em uma Copa do Mundo masculina.
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