Árbitro estreou em Copas do Mundo (Crédito: AP Photo/Manu Fernandez/Alamy Live News)
O árbitro brasileiro Ramon Abatti Abel foi o responsável por comandar o confronto entre Bélgica e Egito, nesta segunda-feira, pela primeira rodada do Grupo G da Copa do Mundo de 2026. A partida, disputada em Seattle, terminou empatada em 1 a 1 e contou com participação brasileira também nas assistências, com Danilo Manis e Rafael Alves.
Apesar de uma atuação considerada tranquila durante grande parte do jogo, o juiz acabou envolvido em um lance polêmico nos minutos finais, que gerou fortes reclamações por parte da delegação egípcia.
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Ramon Abatti aplicou quatro cartões amarelos
A atuação de Ramon Abatti Abel na Copa do Mundo começou movimentada. Logo nos 15 minutos iniciais, o brasileiro distribuiu dois cartões amarelos.
O primeiro foi mostrado para Attia, do Egito, após uma falta em Ngoy no meio-campo. Pouco depois, foi a vez de Castagne, da Bélgica, ser advertido por interromper um contra-ataque puxado por Mohamed Salah.
Ainda na etapa inicial, aos 32 minutos, Abatti voltou a recorrer ao cartão. Dessa vez, Fatouh foi punido após cometer falta em Jérémy Doku, que avançava em velocidade depois de um erro egípcio na cobrança de escanteio.
Já no segundo tempo, a arbitragem aplicou o último cartão amarelo da partida a Maxim De Cuyper, que segurou a camisa de Mostafa Zico durante uma disputa de bola.
Egito reclama de possível pênalti nos minutos finais
O momento mais controverso do confronto aconteceu já na reta final da partida. Aos 43 minutos do segundo tempo, Zizo avançou pela direita e caiu dentro da área após um choque com De Cuyper. Os jogadores e integrantes da comissão técnica do Egito pediram pênalti imediatamente.
Entretanto, Ramon Abatti Abel mandou o jogo seguir. A situação provocou revolta no banco egípcio. O técnico Hossam Hassan chegou a demonstrar o lance para o quarto árbitro, simulando o contato que, na visão dele, justificaria a marcação da penalidade.
Apesar dos protestos, o VAR não recomendou a revisão da jogada, e a equipe de arbitragem manteve a decisão de campo até o apito final.
Brasileiro constrói prestígio internacional
A escalação de Ramon Abatti Abel para a Copa do Mundo não aconteceu por acaso. Nos últimos anos, o árbitro recebeu avaliações positivas da Fifa e acumulou participações importantes em competições internacionais.
Em 2023, por exemplo, ele trabalhou no Mundial Sub-20 e a organização do torneio o escalou para a disputa do terceiro lugar. Posteriormente, em 2024, também esteve nos Jogos Olímpicos, onde apitou a decisão da medalha de ouro entre França e Espanha.
Além disso, tornou-se o segundo árbitro brasileiro a atuar nesta edição do Mundial. O primeiro foi Wilton Pereira Sampaio, responsável pelo jogo de abertura entre África do Sul e México.
Histórico recente no Brasil inclui polêmicas
Se internacionalmente o árbitro acumula prestígio, no futebol brasileiro seu histórico recente inclui episódios controversos. No Campeonato Brasileiro de 2025, durante um clássico entre São Paulo e Palmeiras, Abatti não assinalou um pênalti reclamado pelo Tricolor quando a equipe vencia por 2 a 0.
Posteriormente, o Verdão virou a partida, e a própria CBF classificou a não marcação como um erro “grosseiro”. Como consequência, o árbitro ficou afastado das escalas por cerca de 40 dias.
Antes disso, em 2024, ele também esteve envolvido em outro episódio discutido. Na ocasião, marcou dois pênaltis contestados a favor do Palmeiras contra o Fortaleza e acabou sendo retirado temporariamente das principais escalas da arbitragem nacional.
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